terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Anedota popular

Inspirada pelo post anterior, lembrei-me de uma anedota que a minha avó contava com muita graça e que não resisto a publicar.

Avó, um beijo para ti!

Lá na aldeia, um homem casou e teve de seguida que ir para fora trabalhar.
3 meses depois, quando volta a casa, a mulher tem um filho nos braços.
- Mulher, que é lá isso? Saí há 3 meses como é que já temos uma criança?
- Estás enganado marido, não estás a contar bem, conta comigo
Abril, abrilete e o mês do ramalhete
Maio, mamaio e o mês de Maio
Junho, São Joanaz e o mês em que nasceu o rapaz

São ou não são 9???

Ditos Populares

Porque sempre achei engraçados e sábios os ditos populares que a minha avó fazia questão de me dar a conhecer (e inspirada por este temporal), deixo aqui aqueles que me recordo e os que entretanto pesquisei para os meses do ano.

Agradeço a quem quiser dar achegas:

Janeiro: Janeiro geoso traz um ano formoso
               Não há luar como o de Janeiro
               Calças brancas em Janeiro é sinal de pouco dinheiro
Fevereiro: Fevereiro quente, traz o diabo no ventre
Março: Março marçagão, de manhã inverno de tarde verão
Abril: Abril águas mil (este é o mais conhecido)
Maio: Maio ventoso, ano rendoso
           Maio couveiro não é vinhateiro
Junho: Junho chuvoso, ano perigoso
Julho: Em Julho, ao quinto dia verás que mês terás
Agosto: Quem em Março come sardinha em Agosto pica-lhe a espinha
Setembro: Setembro, ou seca as fontes ou leva as pontes
Outubro: Outubro meio chuvoso torna o agricultor venturoso
Novembro: No S. Martinho mata o teu porquinho
                    No S. Martinho vai à adega e prova o vinho
                    Se em Novembro ouvires trovão o ano que vem será bom
Dezembro: Ande o frio por onde andar ao Natal há-de chegar

Não se espantem se muitos dos provérbios estiverem relacionados com a agricultura, no fundo era por ela que interessava conhecer a meteorologia.

O mar azul

O mar em revolução traz até ao meu peito oco o azul dos teus olhos.
Fazendo a vontade à nostalgia acendo um cigarro e entro em contemplação...
Rapidamente a minha mente se dispersa por pensamentos que eu não quero ter, enquanto na imensidão as vagas sucessivas e impetuosas me mostram toda a sua fúria, arrastando com elas um pequeno barco de pesca que luta para se manter à tona.
Entre a espuma, que em êxtase surge por sobre as rochas, vejo surgir o teu rosto e é aí que eu sinto que parte de ti estará eternamente em mim a completar aquele espaço que agora considero vazio dentro do meu peito.
Sinto profundamente a desilusão provocada, estampada nos olhos de azul que me fitam, ela oprime e sufoca e o sol que me banha é parco e insuficiente para que o seu calor preencha as lacunas deixadas pela consciência.
Ao longe, o barquinho continua a tentar sobreviver à violência natural, com avanços e recuos, afundando e ressurgindo.
Sinto-me nele e desfaleço...

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

As pequenas coisas (ou como um pedaço de fita-cola nos pode deixar de mau humor para o resto do dia)

Detesto que mexam nas minhas coisas! É uma mania, quem as não tem?

E quando um rolo de fita-cola me obriga a estar, durante mais de 5 minutos, focada em fazer a fita sair inteira só porque alguém veio à minha secretária e o utilizou deixa-me de mau humor.

Ah pois deixa!!!...

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

As bolhas do Champanhe

A minha empresa resolveu hoje presentear-nos com uma garrafa de Champanhe. À mesma hora e nos vários pontos do país, os quase 500 funcionários brindaram ao novo ano em clima de união e esperança.

Ao saborear o líquido do meu copo senti-lhe o doce néctar e deliciei-me. Logo de seguida as bolhas subiram ao meu nariz trazendo consigo uma sensação desagradável... Aí, nesse momento, assaltou-me uma dúvida existencial: Como é que algo tão saboroso nos pode fazer sentir mal?

Rapidamente e porque o meu cerebro ilógico me prega destas partidas, fiz uma analogia com a vida. Descobri que, afinal, não são muito diferentes.

Quantas vezes nos deparamos com algo agradável que nos fim nos deixa com um sabor amargo na boca?
E quantas não repetimos erros apenas para saborear o doce sabor inicial?

Por outro lado, ao abrir uma garrafa de Champanhe não sabemos exactamente o que vamos encontrar, o prazer desse momento vai depender de vários factores extrínsecos como a temperatura, o ano de colheita, a qualidade da rolha, etc... e também aqui, nessa conjugação de factores que condiciona a percepção de algo, eu consigo ver a vida nas suas multiplas facetas...

Quantos sons consegues ouvir?

Esta foi a pergunta que se impôs quando, naquele momento, recordar foi o mínimo.

Os sons daquele lugar ímpar envolvem-me trazendo com eles mãos carinhosas, abraços ternos, conforto de amigo...

Naquele lugar redescubo-me a cada instante, ganho mais consciência de mim ao ouvir o pio de um mocho ou o murmúrio do vento na noite.

Unindo-me à natureza sinto-a a entrar em mim e ela, responde com os seus sinais indeléveis quando me rodeia de pássaros que eu não vejo mas sinto.

Ouve-se a erva e um cavalo que pasta cortando a noite com a sua voz, os cães ao longe, os carros que passam numa estrada distante, os grilos, as cigarras, um frenesim...

De repente o silêncio, e ao longe, o som de uma guitarra...

Primeira Provocação

Criei-te de forma egoista como penso que se cria qualquer blog.
Será agora com esta ajuda que os meus pensamentos se irão transformar em palavras escritas, brilhantes, no ecrã do computador.

Serão muitas vezes atabalhoados quando escritos à velocidade do pensamento, tantas vezes sem correcções ou releituras.

Não será assim mais que uma forma de libertação a que todos serão bem-vindos.