A minha empresa resolveu hoje presentear-nos com uma garrafa de Champanhe. À mesma hora e nos vários pontos do país, os quase 500 funcionários brindaram ao novo ano em clima de união e esperança.
Ao saborear o líquido do meu copo senti-lhe o doce néctar e deliciei-me. Logo de seguida as bolhas subiram ao meu nariz trazendo consigo uma sensação desagradável... Aí, nesse momento, assaltou-me uma dúvida existencial: Como é que algo tão saboroso nos pode fazer sentir mal?
Rapidamente e porque o meu cerebro ilógico me prega destas partidas, fiz uma analogia com a vida. Descobri que, afinal, não são muito diferentes.
Quantas vezes nos deparamos com algo agradável que nos fim nos deixa com um sabor amargo na boca?
E quantas não repetimos erros apenas para saborear o doce sabor inicial?
Por outro lado, ao abrir uma garrafa de Champanhe não sabemos exactamente o que vamos encontrar, o prazer desse momento vai depender de vários factores extrínsecos como a temperatura, o ano de colheita, a qualidade da rolha, etc... e também aqui, nessa conjugação de factores que condiciona a percepção de algo, eu consigo ver a vida nas suas multiplas facetas...
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