Esta foi a pergunta que se impôs quando, naquele momento, recordar foi o mínimo.
Os sons daquele lugar ímpar envolvem-me trazendo com eles mãos carinhosas, abraços ternos, conforto de amigo...
Naquele lugar redescubo-me a cada instante, ganho mais consciência de mim ao ouvir o pio de um mocho ou o murmúrio do vento na noite.
Unindo-me à natureza sinto-a a entrar em mim e ela, responde com os seus sinais indeléveis quando me rodeia de pássaros que eu não vejo mas sinto.
Ouve-se a erva e um cavalo que pasta cortando a noite com a sua voz, os cães ao longe, os carros que passam numa estrada distante, os grilos, as cigarras, um frenesim...
De repente o silêncio, e ao longe, o som de uma guitarra...
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